quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Presente do Junancy



O amigo Junancy me fez esta surpresa. Adorei. O Pablo tá com uma cara engraçada. Ele tava sempre rindo e pedi pra ele ficar sério, e deu nisso.kkkk

Valeu Junancy

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Por onde anda o Bife à minuta?

        Tudo parecia calmo em mais uma tarde quente e modorrenta em Belém. Nunca fui de acreditar em espíritos mas naquele dia estava inquieto: faltava alguma coisa e então era por isto que eu andava ansioso. Uma tarde na piscina não havia sido o bastante, não depois de subir 10 andares em escadas e só então lembrar do que havia dito meu cardiologista mas tudo bem, entre amigos qualquer sacrifício vale.

Aliás, novos amigos, e amigo é papo, a sintonia pique empatia rolou por toda a tarde: velhos, novos, antigos, futurísticos. Vamos tomar um frozen? Pronto, ato falho, lá estávamos nós naquela firma que tem nome do mais famoso relógio do mundo. Enquanto escolhia um livro por indicação os dois moleques brincavam de esconde-esconde e só então lembrei que a nova geração não conhece, não comeu e nunca viu um Bife à Minuta. Pensei alto e a pergunta ricocheteou: o que é um Bife à Minuta?
Praça do Carmo 1975 Cidade Velha: no canto da Dr. Assis havia um restaurante com nome mitológico: Iara Bar-restaurante ou restaurante bar, aquele estabelecimento que vendia de café da manhã, almoço, janta e abacatada (naquele tempo não se falava em vitamina de abacate) segue direto e fecha às 10 da noite. O homem um pouco calvo esperava o filho sair do Colégio do Carmo para enviar dinheiro a família através do rapaz. O local era só movimento, entra e sai constante até porque o horário de chegada dos barcos das localidades do baixo-tocantins era entre 10 e duas da tarde. Entre um gole de cerveja e outro ao nos enxergar o pai do meu amigo chamava o garçon e pedia: “sai um bife a minuta”.
Passa o pano, Mosqueiro 1976, Praça da Nossa Senhora do Ó, Restaurante Padre Serra, era o popular do distrito, distribuição barulhenta dos pratos sobre o balcão. Parecia um jogo de cartas só que em vez de cartas eram pratos, copos e talheres lançados aleatoriamente. Este dia eu não esqueço, a primeira vez a gente nunca esquece, chorei, orei, cheirei, entrei em comunhão e comi: conheci o Bife à Minuta.
Não conseguia parar de pensar quando Kelli perguntou: “mas como é o Bife à Minuta?” Paulo tentou responder mas, vendo a proximidade dos jovens pré-adolescentes solicitei que nada falasse pois o assunto era por demais impactante, em seguida me adiantei e disse: “deixa comigo: Kelli querida, você tem um pedaço de filé ou colchão mole, arredonde-o ou não, então pegue duas varetinhas e as coloque em cima do bife como se fosse um relógio, então você terá o Bife à Minuta”. Até agora dói minha canela.
As lembranças voltavam forte: Av. Roberto Camelier, Jurunas, o restaurante mais famoso do bairro era o Azulino, ponto de encontro de motoristas, servia um caldo que levantava morto, e além do Bife a Cavalo (que sobreviveu aos tempos) também, o Bife à Minuta.
Semana passada houve um acontecimento inusitado lá na ocupação Che Guevara, e foi publicado nas páginas policiais: um homem, um corpo, sangue, fronte estourada, um suicídio? Um bilhete. Assim como o personagem principal de Cidadão Kane morre com a palavra-idéia-símbolo-enigma (“Rosebud”) levando para o túmulo talvez o motivo de sua existência, o nosso homem, das páginas policiais tinha um bilhete e uma frase ao lado do corpo: “cadê o Bife à Minuta?”
Desconfio meus amigos que estamos diante de um presságio terrível, talvez uma maldição se abata sobre a nação caso não investiguemos por todos os meios, científicos, espirituais, políticos (bolsa-família minuta seria bem vindo?) e até paranormais a pergunta que não quer calar, se preciso convoquemos as melhores cabeças: Marlonianas, Pintoscas, Barbalhianas, trotskistas ou pais de santo para tirarmos do limbo e colocar na devida posição a grande questão deste início de século: por onde anda o Bife à Minuta?



Haroldo Brandão 02/10/2010



Recebi este curioso relato verídico-trágico se não fosse mórbido cômico se não fosse sórdido, do ilustríssimo presidente vitalício da SPBM (SOCIEDADE DE PROTEÇÃO AO BIFE À MINUTA)

Em algum momento entre os anos 80 e 90 desapareceu dos cardápios de todo Estado do Pará o prato que se degladiava ao lado do Bife à cavalo pela preferência popular, o outrora esquecido Bife à minuta.
É logico que o " à  cavalo ganhou a peleja" , já que ele reina imponente até hoje. Mas o derrotado e moribundo Bife à minuta foi a nocaute, entrou em coma e sucumbiu para a terra dos pés juntos: Morreu!
Até hoje vejo o ajudante do seu Zé começando a escrever com giz, o cardápio naquele quadro negro ensebado e na hora, seu Zé corre e diz:
Apaga isso! O Bife à minuta não existe mais. O ajudante sem nada entender e nem fazendo questão pra isso apaga indiferentemente.
E em pouco tempo todos os restaurantes, bodegas, barraquinhas e portinhas de comida caseira fazem o mesmo. Foi um massacre silencioso, pois não teve ninguém pra contestar.
Nem o Zezão, o Brabão acostumado a dar porrada em todo mundo protestou.
_Ô mané!!! Cadê a porra do meu bife à minuta de sempre!!! Quem tirou o Bife à minuta do cardápio, porra!
Escreve aquela merda lá, que tu esqueceu!
Nem isso aconteceu. Foi um minutacídio com a conivência geral.
O Bife à minuta foi exterminado sem dó nem piedade.
Por isso criamos a SOCIEDADE DE PROTEÇÃO AO BIFE À MINUTA e estamos colhendo depoimentos da população em prol desta maravilhosa iguaria, que volte ao mundo e as novas gerações tenham o prazer de ler novamente orgulhosamente nos cardápios. Aqui tem Bife à minuta, para o ódio do Bife à cavalo. É claro!

Paulo Emmanuel

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Matéria na Troppo

Tive o prazer de ter uma matéria generosamente publicada pela revista Troppo, que vem encartada no jornal O Liberal de domingo aqui em Belém. Editada pela Norte Publicidade liderada pela Publicitária  e colunista Alda Dantas e Rejane Barros. Agradeço a equipe pela atenção e cuidado como foi tratada a matéria. Obrigado Eveline, Ana Paula Sampaio e Michel Ribera. Faço aqui o registro carinhoso.

Paulo Emmanuel